O pontapé de saída do Mundial 2014, que se realiza no Brasil, foi dado esta quinta-feira à noite com a disputa entre a seleção anfitriã e a formação da Croácia. Mas o trabalho da Sport TV, televisão oficial do Campeonato do Mundo FIFA 2014, em Terras de Vera Cruz já dura há vários dias. .Rui Orlando, jornalista e coordenador da equipa destacada para a prova, aterrou em Campinas no último sábado e explica à Notícias TV como tem sido a sua rotina. "Temos feito várias reportagens que têm que ver com a realidade de Campinas, sobre o centro de treinos e o hotel onde a seleção está instalada, e outras histórias de portugueses que estão aqui, casos de sucesso, estamos a fazer algumas reportagens com jogadores que jogaram ou jogam nesta região para termos a sua perspetiva. O nosso objetivo é fazermos a melhor cobertura possível", afiança..Além de Rui Orlando, foram enviados mais cinco profissionais da Sport TV: Marco Sousa (jornalista), Pedro Farinha (técnico), Joana Correia (produtora), Pedro Sérgio e Raul Lousada (repórteres de imagem). Além destes, há outros prestadores de serviços que trabalham com o canal nesta operação..Nuno Ferreira, diretor de Programas e Informação da Sport TV, está satisfeito com o trabalho que tem sido desenvolvido pelo canal até agora, embora reconheça que a parte "mais complicada" ainda está para vir. O responsável não tem dúvidas de que "o maior desafio é sempre satisfazer aquilo que os subscritores" da Sport TV "esperam do canal". .A Sport TV, televisão oficial do Campeonato do Mundo FIFA 2014, será a única televisão portuguesa a transmitir até ao dia 13 de julho todos os 64 jogos da competição. Além da exibição das partidas, o canal tem ainda preparado um leque de programação dedicado inteiramente à competição e utilizará as suas plataformas online e multiscreen para oferecer um conjunto de informação e conteúdos adicionais aos seus subscritores.."A Sport TV1 vai ser um canal dedicado ao mundial 24 horas por dia, acho que isso é bastante relevante. Qualquer pessoa que queira acompanhar o Mundial em Portugal terá obrigatoriamente de ter acesso à Sport TV1, passarão por lá os nossos comentadores habituais e também alguns convidados que se juntarão ao longo desta operação", frisa Nuno Ferreira. Para já, estão confirmados os comentários de Luís Freitas Lobo, Pedro Henriques, Acácio Santos e Carlos Manuel..O formato Mundial Brazuca é uma das grandes apostas da Sport TV para esta competição desportiva. "Já está no ar há algumas semanas e vai ser esse programa que vai concentrar tudo o que são notícias sobre o Campeonato do Mundo de futebol. É lá que vão ser feitas as análises, as reportagens e onde vão estar os nossos comentadores. É exibido várias vezes por dia, mas à noite, no horário nobre, tem um espaço mais alargado", completa Nuno Ferreira. ."Noites mal dormidas é frequente numa operação destas".Desta vez, a barreira linguística não é um problema já que o Brasil é um país lusófono. Mas existem outros fatores que tornam o trabalho da equipa destacada pela Sport TV mais difícil. A começar pelo clima de contestação sentido em várias cidades brasileiras por parte de cidadãos que são contra o facto de o Brasil ser o palco deste evento desportivo.."Temos sentido que existe esse clima de contestação, embora não tenha havido grandes manifestações públicas no local onde estamos. Mas temos sentido um pouco isso. Ainda estamos a tratar de questões alfandegárias em São Paulo, cidade na qual voltou a haver greve de metro esta semana, o que tornou o trânsito caótico. Tudo isso cria dificuldades aqui em termos de mobilidade", adianta..Assim como a seleção portuguesa, também os jornalistas tiveram de se adaptar ao fuso horário do Brasil, que varia entre menos quatro ou cinco horas do que em Lisboa. Rui Orlando admite que apesar de a competição ainda estar no início, já existem muitas noites mal dormidas. "É normal. Noites mal dormidas é frequente em qualquer operação deste género, sejam campeonatos da Europa ou do Mundo. E mais difícil ainda quando temos de lidar com um fuso horário diferente." Mas o jornalista já passou por uma experiência mais complicada no Mundial de 2002. "Desta vez não é tão gritante como foi no caso da Coreia e do Japão, em que o mundo estava completamente ao contrário.".Também Nuno Ferreira está consciente das dificuldades que a sua equipa vai enfrentar nos próximos dias. "Num local onde vai ser particularmente difícil trabalhar, o desafio dos profissionais da Sport TV é ainda maior do que noutras circunstâncias semelhantes", remata.